Empatia: a capacidade de se colocar no lugar do outro

 
“Não julgue um homem até que você tenha andado durante 2 luas (semanas) usando seus mocassins”

Provérbio indígena norte-americano.

Desde que ouvi esse provérbio, tenho ele como um lema quando se refere a entender outras pessoas. Não temos condições de entender tudo pelo que uma pessoa passa, se não vimos o que a pessoa viu, não sentimos o que ela sentiu, não vivemos o que ela vive ou viveu. Sem tudo isso, como podemos julgar suas ações e reações com tanta rapidez? Esse provérbio é tão sábio que estabelece um prazo para esse julgamento seja liberado. Mas em tempos de internet e redes sociais, em um tempo de incertezas devido ao COVID-19, está fácil julgar por uma ou outra postagem, assim como está fácil postar sem pensar e ser objeto dos comentários mais maldosos.

Crítica e julgamento sempre existiram. Bastava não agir como a sociedade e a família desejavam e a pessoa era ignorada, expulsa, isolada e até castigada. Para viver em segurança, era necessário se adaptar e concordar totalmente com o sistema; era necessário ser igual a todos. E isso não mudou totalmente, ainda. Embora haja mais opções em todos os aspectos da vida, continuamos buscando nos integrar a determinados grupos.

Isso faz com que, inconscientemente, voltemos àquele comportamento de nossos pais e avós: para sermos aceitos por certos grupos, abafamos algumas de nossas crenças, reforçamos outras, e principalmente repetimos aquilo que o grupo acredita. Mostramos uma faceta limitada, que não necessariamente condiz com a nossa personalidade como um todo. Fazer isso é como colocar uma viseira: nossa percepção do mundo fica menor e, com isso, o medo e a incerteza aumentam, a ansiedade aumenta. Entramos no modo sobrevivência, lutando para manter o modo de vida do grupo. 

Só que não existe uma fórmula mágica única para viver e ser feliz. Temos que aceitar que alguns de nós gostam de maçãs e outros de laranjas. Não existe uma única maneira de expressarmos nossas crenças e nem um caminho único para alcançarmos os nossos sonhos. Cada um de nós é uma mistura única de pais diferentes, circunstâncias vividas diversas, habilidades, talentos diferentes. Até mesmo o ambiente em que crescemos e vivemos e nosso corpo têm influência importante na pessoa única que somos. A primeira etapa da empatia é reconhecer essa multiplicidade e se abrir para outras formas de pensar e sentir diferentes da nossa.  

Desenvolver essa habilidade é um exercício diário, crucial para estabelecer relações melhores e agir com compaixão, possibilitando comportamentos mais sociais (e sociáveis) tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar. Embora empatia implique em se abrir para o que o outro sente e pensa, não implica em concordar incondicionalmente, mas se abrir a todas as possibilidades. E estar aberto às possibilidades e às diferentes formas de pensamento é característica importante dos líderes que estão alcançando resultados nas empresas nesse mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo).

Existem técnicas de Programação Neurolinguística para desenvolver essa habilidade, mas aqui minha dica é simplesmente: se permita testar. Descubra se algo com que você não concorda pode ter alguma, mesmo mínima, verdade. Spoiler: em geral, tem, sim. 🙂

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.