Autoestima: como amar a si mesmo

Desde criança pequena, costumava frequentar a igreja com minha mãe todos domingos. Era próximo de casa, e íamos andando de mãos dadas, o que dava aquela sensação de ser amada e protegida: tudo o que era falado ali eu absorvia como uma esponjinha. E uma dessas coisas que eu ouvia era que devemos “amar ao próximo como a nós mesmos”.

Infelizmente, aprendi a frase junto com a interpretação de que amamos muito mais a nós mesmos que aos outros. No meu caso, essa frase — junto de várias outras frases prontas que absorvemos na infância — geraram a crença de que eu tinha que me colocar em segundo lugar sempre, e que bom o suficiente era algo próximo da perfeição. Como ter autoestima quando você não tem voz ativa e quando tudo que faz gera críticas porque não está ótimo? 

Então, primeiro vamos ressignificar a frase: será mesmo que o significado da frase é que amamos mais a nós mesmos e menos aos outros? Ou será que “amar ao próximo como a si mesmo” quer dizer amar, a nós e ao próximo, todos na mesma proporção? Entendi essa interpretação já adulta. Precisamos valorizar as forças, potencialidades, habilidades de todos igualmente, e a nós mesmos o suficiente para nos colocarmos em posição de igualdade não interessa quem está do outro lado. Precisamos aprender a sermos respeitosamente assertivos e a dizermos não quando algo está coerente com nossas crenças, sentimentos e percepções.  

A verdade é que sem autoestima, sem esse amor profundo por nós mesmos, limitamos automaticamente o que podemos alcançar na vida. Às vezes, essa limitação acontece em uma área da vida específica, como relacionamentos ou profissional, outras vezes aparece em nosso corpo, como excesso de peso ou simples falta de cuidado. Há pessoas que pautam toda a sua vida por essa dúvida a respeito de seu merecimento de amor. Tenho todos esses exemplos no consultório e o que me chama a atenção é que todos sabem racionalmente sobre sua baixa autoestima, mas não conseguem fazer nada a respeito por si mesmos.  

Lógico que quando aplicamos técnicas de PNL, hipnoterapia e Psicologia Positiva, conseguimos ir alterando essa percepção no subconsciente e trazemos para o consciente os processos mentais que nos mantém naquele círculo vicioso de auto desvalorização.

Felizmente, é possível melhorar nossa autoestima em um nível racional. Dou aqui uma dica que você pode aplicar na sua vida: 

Durante 21 dias, antes de dormir, lembre-se de um elogio feito a você. De preferência, traga para a memória detalhes desse momento em que foi elogiado, como o local, o tom de voz de quem elogiou, o rosto, como era a luminosidade e se havia sons externos. É como se você voltasse para aquele momento, o que na mente é sempre possível. Interiorize esse momento, deixe que esse elogio seja aceito por você, sem avaliar merecimento ou entrar na modéstia. Simplesmente saboreie o elogio, que pode ser por coisas bem simples, que aconteceram bastante tempo atrás; Pode ser um elogio dos seus avós, de quando você era criança, não importa: o importante é sentir cada elogio, ao longo de 21 dias.  

Quanto à minha autoestima: eu sempre fui uma pessoa que estuda e reflete muito a respeito da vida. Em algum momento, comecei a perceber que nem tudo que me falavam era verdade ou altruísta da parte de quem me criticava. E ir bem na escola, algo bastante valorizado, gerava em mim autoconfiança e a percepção de ser capaz. Lógico que, ainda assim, aquelas frases e atitudes geraram muitas marcas em mim, que só foram percebidas depois que comecei a trabalhar com PNL.  

Meu maior aprendizado em todo esse processo de recuperação da minha própria autoestima e na de meus clientes é que quem ama a si mesmo respeita e ama mais ao próximo. Além de ter uma vida mais plena e feliz. Seria bom para você? Posso te garantir que sim.

Quer mais insights positivos para sua vida? Siga meu perfil no Instagram: @rosanesampaiocoaching. Até a próxima! 😉

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.