A pressão do mês de Dezembro

Dezembro em curso e, com ele, estresse e irritação para a maioria das pessoas. Tem gente que coloca a culpa nos shoppings cheios, trânsito engarrafado e tempo curto. Outros justificam pela aproximação das festas familiares que podem trazer memórias ruins. 

Às vezes, culpamos o excesso de trabalho ou a necessidade de cumprir metas em menos tempo, ou então o somatório de compromissos sociais e profissionais. Para completar o cenário, nos sentimos meio que obrigados a parecer felizes e satisfeitos. E, vamos concordar que tudo isso gera mesmo estresse.

Mas também são evidentes, estão no nível consciente, e podemos tomar a decisão de não nos deixar irritar. Talvez respirar 3 vezes profundamente e tocar a vida em frente, voltar aos compromissos. Mas muita gente usa essas explicações como justificativas para discutir no trânsitobrigar com o filho no shopping e jogar seu mau humor em cima de outros.  

Só que, embora tudo isso seja mesmo estressante em determinado grau, existem outros dois motivos mais profundos dentro de nossa mente que fazem dezembro ser um mês em que nos sentimos frustrados e até desmotivados.

O primeiro tem a ver com a necessidade básica humana de segurança e sua relação com o saldo da conta bancária. Lógico que você sabe que se irrita quando tem que gastar além do normal, o que acontece quase inevitavelmente nessa época do ano, com presentes, lembrancinhas, amigos secretos, e por aí vai. 

Segundo Tony Robbins, escritor e estrategista norte-americano, somos movidos por seis necessidades profundas que orientam inconscientemente nossas escolhas e comportamentos. Segurança é a necessidade de estabilidade, de conforto, previsibilidade, consistência e controle. E gastar além do usual desafia todos esses conceitos.

A dica aqui é fazer um planejamento do que você pode mesmo gastar a mais, fazer a lista de prioridades e ser muito disciplinado quanto a esses gastos. Nem sempre as outras pessoas e até aquele lado nosso que quer total liberdade irão aceitar esse controle, então pese o que vale mais e quais as consequências de não controlar seus gastos. Tudo é uma questão de escolha.

O segundo motivo que torna dezembro um mês pesado é relacionado com uma percepção de que o tempo está acabando e você não fez o que deveria. Vou explicar melhor: lá atrás, no réveillon passado, enquanto você e todos nós fazíamos a contagem regressiva para um novo ano, você provavelmente formulou metas, intenções, desejos para si e para outros. Quando o ano vai novamente terminando tendemos a — consciente ou inconscientemente — avaliar o que foi ou não alcançado. 

E o que costuma pesar mais é aquilo que não alcançamos. Vamos ficando tristes e frustrados, passamos a duvidar de nossa capacidade e até de nosso merecimento para alcançar aqueles desejos que estão em nosso coração. Porque, acredite, mesmo a mais racional das pessoas sente isso na parte mais emocional do seu eu.

Só que, às vezes, essas metas e desejos não são realistas no intervalo de um ano, precisam de um período de preparação e capacitação, ou dependem de outras pessoas e uma das mais importantes regras de definição de metas é que elas dependam só de nós mesmos. As outras pessoas têm seus próprios sonhos a serem alcançados, então não devemos depender delas. Mas, podemos melhorar esses sentimentos a respeito de fracasso fazendo uma lista das conquistas do ano — tenham elas relação com aqueles itens que você definiu na última virada de ano ou não.  

Vamos deixar mais claro para nossa mente inconsciente que o ano pode até estar acabando, mas o tempo não está: dia 1º de janeiro começa 2020 com todas suas esperanças e 366 dias para cumprir suas metas — novas ou velhas.

A decisão de fazer o necessário para sermos quem desejamos pode ser tomada em qualquer dia do ano ou da semana. O que vai te mover não é o dia da escolha, mas o comprometimento diário para alcançar seu sonho. Então, que tal tomar essa decisão ainda em 2019?

Boas festas!

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.