Fim de ciclos: deixe ir e deixe vir!

Aceitar o fim de um ciclo pode ser bastante desafiador. Nós gostamos de estabilidade, nos sentimos confortáveis, seguros, não queremos conscientemente deixar aquilo que já conhecemos e gastar energia (e tempo) para iniciar um novo ciclo. E, definitivamente, não queremos abrir mão do que temos para ir atrás de algo que não temos ideia de como vai ser.

Mas, precisamos entender que encerrar e excluir não são sinônimos: essa parte da vida que vai ficar para trás sempre estará ali de alguma forma, seja real, ou apenas como uma lembrança, algo que teve o seu momento e mexeu com nossas emoções, gerou uma experiência, um aprendizado.

Nossa vida se faz por meio de inúmeros inícios e encerramentos. Encerrar bem um ciclo pode gerar aprendido, desenvolvendo as forças internas que possibilitam abraçar oportunidades de novos começos. Devemos entender que cada fim dá à vida a oportunidade de um novo começo. É ter coragem e confiança para encarar um novo espaço em branco que podemos criar, preencher e ocupar, em contraste com a despedida de um ambiente que já conhecemos e dominamos, mas que pode não mais nos preencher.

Finalizar um ciclo é como o famoso “sair da zona de conforto“: imagine que você viveu a vida inteira em um cercado e, de repente, encontra um portão aberto. Você sai do cercadinho ou fecha o portão e age como se aquela possibilidade nova nunca tivesse existido?

Essa nova região, a princípio, é assustadora: não sabemos se seremos aceitos nesse novo espaço, se nossos talentos serão suficientes para encarar desafios desconhecidos e nem mesmo se vamos gostar desse novo ciclo. E muita gente desiste já nesse primeiro momento, fechando o portão e voltando para o passado, sem se dar conta que, uma vez conhecendo outras possibilidades, aquele velho mundo não vai mais fazer o mesmo sentido que antes.

Só que, se resistimos o suficiente, se nos esforçamos um pouco mais, entramos na região de aprendizagem, e ali passamos a utilizar com maestria tudo que aprendemos na transição — conseguimos superar todos os desafios, adquirimos novas habilidades, evoluímos. E daí, estamos liberados para definir novos objetivos, encontrarmos novos propósitos, alcançarmos novos sonhos.

Quais as forças internas que você pode usar para superar o desafio inicial? Para mim, a primeira é bravura. Qual foi a última vez que você correu algum risco para fazer o que era certo, ou que você enfrentou uma reação natural de medo enfrentando algo assustador?

A seguir, vem a perseverança, ou seja, seguir em direção a um objetivo, apesar dos obstáculos. Lembrando sempre que perseverança em exagero vira obstinação, que só nos faz desperdiçar energia. Por fim, vem a vitalidade, para encarar cada obstáculo cheio de pique, vivo, energizando a si mesmo e aqueles ao seu redor.

Compreender o papel daquilo que se encerra na sua vida também prepara o espaço para que a próxima experiência surja de forma leve e natural e permite que você não fique preso a esse passado. Perdoar as pessoas e você mesmo pelo ciclo que não se renovou ou que você resolveu encerrar, entendendo que somos todos humanos vulneráveis e sujeitos a erros é uma das melhores maneiras para isso.

Dê um novo significado a toda essa história, incluindo seus aprendizados e superações e deixe ir qualquer dor, pesar, arrependimento, para que uma nova história possa florescer.

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.