Você gerencia ou suprime suas emoções?

Pode ter acontecido com você ou com amigos a sua volta, mas quem nunca viu a cena de um dos pais mandando a criança “engolir o choro”? Ou então dizendo para “se controlar”, sempre com castigos ou perda de direitos como consequência. Muitas vezes até conseguimos entender: os pais, estão cansados do choro ou das birras dos pequenos, e muitas vezes o escândalo é mesmo exagerado, com objetivo de conseguir algo. Mas, em geral também as crianças estão cansadas e aprendendo a lidar com suas frustrações.

Independente dos motivos de cada um para a cena, a longo prazo a repetição dessas frases e suas consequências treinam nosso subconsciente para enterrar toda e qualquer emoção que possa constranger outras pessoas. Emoções como frustração, tristeza, mágoa e raiva. Até alegria alguns passam a guardar para si, como se ser alegre fosse motivo de vergonha. 

E daí, já adultos, muitos dos meus clientes que não conseguem ser assertivos em seu trabalho ou em casa, que estão muito acima do peso ideal, que estão se sentindo esgotados, se mostram incapazes de dizer qual a emoção que estão sentindo e menos ainda como essa emoção se expressa fisicamente.

Vou explicar melhor: todas as emoções e todos estados mentais (criatividade, foco, antecipação) geram uma reação física. Por exemplo, muitas pessoas quando estão ansiosas sentem um aperto no peito, mas poucas delas percebem que esse ‘aperto’ vem com uma espécie de movimento de fora para dentro cada vez mais forte que pode até gerar dificuldade de respiração. Às vezes, basta um trabalho desconstruindo esse movimento para a pessoa já se sentir melhor e mais aberta para a vida. Estudos recentes estão descobrindo que cerca de 80% das doenças têm algum componente emocional.  

Mas qual seria a diferença entre “gerenciar” e “suprimir” as emoções? Quando suprimimos as emoções é como se enterrássemos uma bomba (acredite, emoções são mais fortes do que queremos acreditar) que pode explodir na forma de doenças físicas, incapacidade de lidar com circunstâncias desafiadoras, depressão e, o que é até mais simples, a explosão da própria emoção na forma de choro, grito e reações indesejadas.

Já quando gerenciamos essas emoções, nos abrimos para reconhecer sua existência — mesmo que seja uma emoção que não gostaríamos de sentir –, entendemos que ela surgiu por um motivo e buscamos entender qual é esse motivo. Isso nos permite aceitar e viver a emoção plenamente na ocasião em que surge ou mais tarde, de uma maneira que estamos acostumados ou de uma nova forma. Também nos permite usar as emoções como combustível para ação, como quando sentimos raiva que é uma emoção que nos enche de energia física.  

O maior desafio desse gerenciamento é que, para aprendermos o que estamos sentindo, precisamos olhar para dentro de nós mesmos. Precisamos acolher tudo o que sentimos, seja positivo ou negativo, entendendo que somos seres humanos em constante aprendizagem. Acolher não quer dizer aceitar e viver a emoção sem restrições, mas reconhecer que aquela emoção está dentro da gente, e se abrir para entender porque ela surgiu, escolhendo expressá-la ou não.

Talvez você se surpreenda em descobrir mais eficiência, foco e proatividade nessa nova maneira de enxergar suas emoções, além de muito mais energia para aproveitar seus momentos de lazer e com amigos. Vamos testar? 😉

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.