Liderança construída com a PNL

Não é necessário ser especialista em mercado de trabalho para entender que as características esperadas de colaboradores mudaram muito nas ultimas décadas. Capacidade de comunicação ativa, empreendedorismo, flexibilidade, visão sistêmica e liderança são características observadas já nas entrevistas iniciais ou nos programas de trainee das grandes empresas. Algumas pessoas têm essas competências de liderança naturalmente, outras aprendem sozinhas, mas muitas se esforçam por um bom tempo tentando desenvolvê-las.

A PNL foi criada na década de 70 na Califórnia, onde o Movimento do Potencial Humano mudava o conceito de desenvolvimento e pressupunha que todos têm todas as habilidades necessárias dentro de si, mas nem sempre exercem nas situações necessárias.

liderança

Quando se trata de liderança, ainda existe muita confusão entre a que surge naturalmente e a que aparece devido à posição hierárquica. Uma característica que todo líder possui é o pensamento um pouco mais complexo em relação ao dos liderados, independente de idade ou de experiência. Nesse sentido, o líder ideal está sempre um passo à frente, mas não muito distante. A linguagem é comum e o comportamento é próximo, gerando conexão e admiração, pois a liderança natural acontece se o liderado acredita que pode alcançar a posição do líder.

Mas, hoje, existe nas corporações a procura por líderes sistêmicos, capazes de entender a organização em que atuam como um todo, um sistema aberto com variáveis internas e externas influenciando os processos dentro da organização.

A habilidade especial desse tipo de líder é que ele se adapta ao comportamento necessário do grupo a ser liderado sem mudar seu pensamento. Dessa forma, ele será capaz de direcioná-lo com mais eficiência, usando o autoritarismo quando necessário, a empatia se preciso, cientificidade em casos apropriados, além de sempre utilizar a diversidade humana de forma construtiva.

Para construir a liderança eficiente, onde as partes têm sinergia positiva, você precisa ter:

  1. Capacidade de se colocar em uma posição de observador;
  2. Identificar as condições de vida que prevalecem entre os liderados;
  3. Perceber o que sistema “pensa”, suas atitudes, crenças e valores. Isso pode ser alcançado questionando os “porquês”;
  4. Estar consciente de que as pessoas pensam diferente, têm vidas, valores pessoais e crenças diferentes. Cada um vai se sobressair em uma função ou situação;
  5. Organizações são misturas de sistemas psicossociais, embora um deles prevaleça. O mesmo vale para cada departamento da organização.

Observe que em cada etapa é necessária a capacidade de se colocar em diversas posições e se abrir para várias perspectivas. A recomendação é pensar em si e depois na posição dos seus colaboradores, de um observador independente e do sistema (empresa, equipe ou qualquer grupo), buscando responder as seguintes perguntas:

  1. Qual a percepção do líder e do tipo de liderança?
  2. Quais comportamentos e atitudes deixariam a liderança mais natural?
  3. Quais capacidades e habilidades o líder tem ou poderia ter que melhorariam seu desempenho?
  4. O que permite que essa liderança seja exercida com excelência?
  5. Qual o propósito do líder com relação ao sistema e aos outros participantes?

Somos líderes em vários contextos: no trabalho, em nossas famílias e com nossos filhos. Com isso, fazemos a diferença para essas pessoas e temos uma responsabilidade. Por isso, devemos liderar sempre da melhor maneira possível.

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.