Imagem: o que somos e o que queremos mostrar?

Sempre vemos nos noticiários pessoas que se submetem a procedimentos estéticos com profissionais sem qualificações. Só nas últimas semanas vieram à tona três mortes, fora as outras tantas vítimas que ficam com sequelas por causa dessas técnicas duvidosas. A imagem veiculada na mídia impõe um padrão e essa busca pela perfeição não se limita ao corpo, envolve viagens, jantares, roupas, festas e sucesso. A impressão que fica é a de que a vida das pessoas é perfeita e só nós enfrentamos dificuldades, problemas, dúvidas e uma série de desafios.

Pode parecer que não existe sacrifício para alcançar um corpo perfeito segundo padrões externos ou que não exige um trabalho dedicado ao extremo e que relações pessoais são sempre fáceis e felizes. Só que isso não é verdade! Todos tentamos transmitir ao mundo, principalmente nas redes sociais, o nosso melhor lado. Mostramos o que consideramos que será mais admirado e elogiado.  

Inconscientemente, estamos apresentando um posicionamento ao mundo, ou seja, como queremos que as pessoas nos vejam. E é aí que a coisa pega: quanto desse posicionamento é real? O que uma pessoa está disposta a fazer para apresentar uma imagem de sonho nas redes sociais? 

A questão é manter a coerência entre quem realmente somos e quem apresentamos ao mundo. Você já observou que ao perguntar “quem você é?”, muitas pessoas dizem suas profissões, estado civil, se são pais ou de quem são filhos? Autoconhecimento é importante para ajustar nosso comportamento nas redes sociais. Quais são os seus valores pessoais mais importantes? Quais são as suas crenças sobre temas importantes? Qual é o seu propósito de vida? Qual é a marca que você quer deixar no mundo? E, finalmente, sua imagem no que você posta é coerente com tudo isso?  

A conexão virtual que nos permite, por exemplo, manter contato com pessoas queridas distantes e mobilizar grupos para causas com maior facilidade, também pode gerar ansiedade quando acreditamos que não somos aquilo que mostramos. À medida que entendemos nossa essência, podemos até nos espelhar em pessoas que vemos nas redes sociais como exemplos de abundância financeira, de bom relacionamento, de alimentação ou de aparência física.  

O mais importante é: cada um pode escolher como as redes sociais podem ajudar em seu trabalho, estimular conexões e divulgar seus valores. Além disso, entender que algumas pessoas ali também estão divulgando apenas o que acreditam que os outros querem ver, sem coerência com quem realmente são. Minha dica é usá-las com sabedoria! Aproveita e relembre sobre valores no vídeo abaixo:

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.