Relacionamento: tocando a vida

“Quero poder tocar minha vida”. Essa é a frase que mais ouço dos clientes que buscam a PNL por causa de um relacionamento terminado ou em crise. Às vezes, a pessoa nem tem certeza se quer terminar, mas parece ser o único caminho viável para voltar a ter algum bem-estar. Existe um limite mental e físico para o sofrimento. Inconscientemente, sabemos que, em algum momento, esse sentimento vai aparecer no corpo. Para evitar a dor, passamos a priorizar os âmbitos da vida que estão bem, pode ser o trabalho, atividades sociais ou práticas esportivas.

A questão das relações humanas permeia toda a vida. As pessoas são diferentes em suas percepções de mundo e ricas em suas experiências, portanto, o convívio sempre será um tanto desafiador. Quando falamos das relações amorosas, seja morando com a pessoa ou não, tendo filhos ou não, essas dores envolvem expectativas frustradas. Muitas vezes, há uma sensação de fracasso ou rancor perante o outro e até si mesmo pelas palavras ditas sem pensar, atitudes precipitadas ou mentiras. A relação vira uma montanha-russa de sentimentos antagônicos entre rancor e amor, gerando até sintomas físicos.

Quando questiono meus clientes sobre o que aconteceu e precisa ser trabalhado, todos tendem, de alguma forma, a justificar os seus próprios comportamentos e também os do outro. E, acreditem, nem todas as condutas são justificáveis. Perceber que a responsabilidade da situação é dividida faz surgir uma real preocupação e carinho com o atual ou o antigo relacionamento. É necessário entender que a superação de toda situação inicia-se por meio do perdão, a si mesmo e com quem você divide ou já dividiu a vida.

Todo perdão precisa incluir o autoperdão, independente da justificativa para as atitudes da outra pessoa. Perdoamos a nós mesmos por aquilo que nos faz sentir culpados. Tocar a vida começa por retirar a raiva que vem de dentro. Se você quiser aprender sobre a técnica do perdão usada pela PNL, clique aqui.

Quando o relacionamento é antigo, existe insegurança quanto à capacidade de se envolver novamente, se abrir para novas pessoas e até sobre um possível recomeço na relação atual. É como se tivesse esquecido a maneira como as coisas fluíam antes desse relacionamento. Nesse caso, vale fazer uma visualização criativa, lembrando o quão bom é conhecer gente nova e ser capaz de reconstruir sua vida. Se possível, traga uma dessas pessoas à mente e se imagine no lugar dela. Mas, principalmente, resgate todos os motivos saudáveis e positivos pelos quais você merece um relacionamento muito bom.

Outra etapa importante é melhorar a comunicação com todos os envolvidos, principalmente com o (a) ex ou atual. Para isso, não são utilizadas as mesmas técnicas de uma negociação, basta se colocar no lugar do outro. O objetivo é criar a empatia que desapareceu em algum momento do relacionamento.

A mente processa tudo o que vemos, ouvimos e sentimos. O tempo todo, usando omissão (esquecimento pontual), generalização e distorção. Na verdade, está tudo guardado em nosso subconsciente, muito mais do que sabemos conscientemente.

A dica é escrever ou dizer para si tudo que vier à mente sobre a pessoa e a situação. A partir disso, você pode dar um passo para o lado ou mudar de cadeira. Metaforicamente, entrar no corpo e mente, se tornar a outra pessoa. Agora, escreva ou fale sobre você e a situação do ponto de vista dela. É a empatia que nos faz melhores, é ela que nos faz entender e aceitar as diferenças. Acredite: esse breve exercício pode ser transformador.

As dicas aqui são simples, mas podem ter grandes resultados, inclusive quando o relacionamento está bem. Experimente!

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.