Sintomas: como lidar quando aparecem?

Como comprender os sintomas e as correlações entre a mente e o corpo

Eu ia escrever sobre um tema completamente diferente, mas essa semana, durante muitas conversas, surgiu o assunto de dores que se repetem, doenças crônicas, sintomas ou até gripes e resfriados frequentes. Está cada vez mais claro para o mundo científico a correlação entre a mente e o corpo, sentimentos e doenças, estresse, pressão alta e também os riscos inerentes.

Gosto muito do livro que o Dr. Joe Dispenza escreveu e que fala exatamente sobre essas correlações e sintomas. Infelizmente, You Are The Placebo não tem tradução para o português, mas traz vários casos de pessoas que reverteram câncer, doenças cardíacas, artrite, depressão e até mal de Parkinson apenas acreditando no placebo que tomavam. E, na direção contrária, este livro também conta sobre pessoas que morreram de uma doença diagnosticada erroneamente, sem nunca desenvolvê-la verdadeiramente.

Embora algumas doenças já tenham essa relação bem esclarecida com nosso estado emocional, tendemos a não acreditar que toda elas possam ter esse vínculo. Isso é uma crença natural, aliás, a humanidade passou a entender o universo dividindo-o em pequenos pedaços e compreendendo cada um deles. Então, estudou-se profundamente o coração, mas foi apenas recentemente que se passou a estudar como o estado emocional afeta a saúde cardíaca. Muitos outros órgãos e doenças ainda são considerados como independentes dessa relação com os pensamentos.

Para a programação neurolinguística, a correlação é tão clara quanto o fato da mente inconsciente ser profundamente afetada pelo estado emocional. As técnicas mais recentes dentro do que Robert Dilts chama de PNL de 3ª geração, se preocupam em trazer o corpo ao processo de modelar estados de excelência mental. E “conversar” com essa parte que gera um sintoma, uma dor ou mesmo uma gripe, pode ajudar a conhecer quais pensamentos, crenças ou comportamentos devemos ajustar para melhorar a saúde.

Ano passado, durante um período particularmente atarefado e com uma perspectiva de continuar assim por mais dois meses, tive uma virose muito forte. Os sintomas iniciaram depois de um dia em que fiquei tentando organizar minha agenda. Passado o período mais agudo, apliquei uma técnica simples.

sintomas

Como realizar a técnica?

  1. Sente-se em um local calmo e isolado. Procure respirar algumas vezes pensando em encher e esvaziar o abdômen, até perceber a mente mais calma;
  2. Pense no sintoma, dor ou naquilo que está te incomodando. Deixe que se forme uma imagem que representa o que você está sentindo;
  3. Observe como é essa imagem, suas cores, texturas e tamanho. Se pudesse falar, como seria a voz do seu “sintoma”?
  4. Então, se pergunte: o que essa parte quer me mostrar que é importante? Este “sintoma” está sinalizando algo? Quais necessidades profundas esse alarme quer atender? O que ele está tentando ensinar?
  5. Leve o tempo necessário e tenha calma. Quando achar que tem todas as informações necessárias, agradeça a essa sua parte pela comunicação estabelecida;
  6. Agora, decida o que fazer com essas informações e como atender aquilo que é importante para você.

Entenda que essa “parte” é apenas a mente subconsciente que está gerando sintomas. A conversa com meu sintoma gerou o cancelamento de uma das formações que eu faria em São Paulo e que tomaria todos os finais livres pelos próximos três meses. Além do mais, eu ainda teria que chegar de viagem e ir direto para o último módulo do curso. Foi muita sorte: o voo foi cancelado e eu não consegui voltar a tempo para as aulas.

 

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.