Decisões: como realmente são tomadas

Como as decisões são tomadas e como aperfeiçoar o processo de decidir

Você já pensou em como toma suas decisões? Pesa as alternativas, faz lista de pontos positivos e negativos de cada opção? Argumenta consigo mesmo ou até pede opiniões de amigos e familiares? Suas decisões são racionais? Ou você divide as decisões em racionais quando se referem à profissão e emocionais quando se referem à família e relacionamentos? Você confia nas suas decisões? Já se viu paralisado sem conseguir decidir o que fazer para sair de uma situação desagradável, um relacionamento complicado ou um trabalho ruim?

No meu primeiro curso de coaching realizado no Instituto Holos, uma grande discussão foi gerada quando o professor Marcos Wunderlich disse que toda decisão é emocional. Muitos não aceitaram a afirmação. O comum é acreditar que decisões racionais são sempre melhores do que as emocionais, porém, estudos mostram que não é bem assim.  Na verdade, 95% das decisões são tomadas inconscientemente em menos de 7 segundos. Existem vários motivos para isso. O mais evidente é que enquanto a mente consciente processa 40 bits de informação por segundo, a inconsciente processa 11 milhões de bits ao mesmo tempo.

Temos várias lembranças marcantes, mas a mente subconsciente tem mais que o dobro. São sentimentos e sensações, imagens, aromas, sons, conclusões, estudos, comparações anteriores e experiências que acumulamos ao longo da vida. Essas duas características somadas explicam a sensação quase imediata de escolha, mesmo sem a análise consciente das opções disponíveis. E dando o toque final, temos o mecanismo de recompensa ou castigo, onde o peso de evitar um “castigo” é maior do que ganhar a “recompensa”.

A maior parte desse processo acontece no córtex, responsável pelo processamento de estímulos externos, pensamentos abstratos e gerenciamento de memória. Mas como um órgão cujas partes estão todas interligadas, também envolve o corpo límbico, considerado por muitos como o cérebro emocional, que também é responsável pela motivação, desenvolvimento do aprendizado e memória.

Todos os dias, somos confrontados por milhares de decisões simples, como por exemplo: a escolha do almoço. Se essa fosse uma decisão puramente racional, levaria-se em conta todos os termos nutricionais, mas na verdade, isso é pensado em um segundo momento, se houver preocupação com peso ou saúde, senão, apenas a  lembrança do gosto (recompensa) e quão apetitosa aquela refeição parece.

O que acontece no cérebro, quase instantaneamente, é um cálculo que atribui valores para itens como, a emoção anterior em uma experiência equivalente. Dados técnicos e científicos sobre o assunto também são considerados, mas nem sempre. Nos segundos que o subconsciente está fazendo uma escolha, milhões de outros itens são processados e passados pela triagem final.

decisões

Então, qual seria a melhor maneira de aperfeiçoar a qualidade de nossas decisões?

O primeiro passo está no autoconhecimento e na melhora da inteligência emocional. Depois, estudando e se informando profundamente sobre os temas que geralmente pedem decisões mais complexas, tanto no trabalho como na vida em geral. É como fornecer os dados completos para que nossa mente processe as variáveis e conclua da melhor maneira. Por fim, todo esse processamento mental só vai acontecer bem se o estado emocional estiver saudável. Portanto, o melhor é encontrar maneiras agradáveis de relaxar e aproveitar todas as boas decisões tomadas.

 

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.