Transformando críticas em ferramentas de mudança

Os críticos estão por todas as partes, seja na família, trabalho, academia ou entre amigos. Sempre nos deparamos com pessoas que vivem encontrando defeitos nos outros, dando a impressão de nada é bom o suficiente para elas. Quanto mais próximo, mais as críticas afetam e geram dúvidas a respeito da nossa capacidade. O mais difícil é que muitas vezes o crítico está dentro de nós, sendo parte de um jogo interno e negativo, tendo o potencial de sabotar nossos sonhos.  

O que é complicado em relação às críticas, é que geralmente são expressadas de um modo negativo. Pensando em termos linguísticos, elas são generalistas e julgadoras. São frases como “Isso é impossível”, “você não sabe se vai dar certo, “já não deu certo com outros”, e por aí vai. Observe que não existem dados ou pessoas concretas, são frases tão gerais que é difícil comprovar. As reações que isso pode gerar é concordância, desistência ou conflito. Para piorar, nem sempre a crítica vem somente nos níveis de ideias e objetivos, mas passa a ser direcionada a pessoa e a sua identidade. É o que acontece quando se fala “você é incapaz de alcançar essa meta …” ao invés de “essa meta é quase impossível”.  

críticas

Quando pensamos em projetos, metas ou até mesmo comportamentos, uma crítica construtiva pode ser muito útil. Os bons críticos construtivos são capazes de analisar diversos aspectos de um plano ou comportamento, apresentando pontos a serem melhorados ou adaptados.  Para desenvolver essa habilidade, a primeira etapa é alterar a maneira de expressar a crítica através de frases, evitando palavras que signifiquem perdas, sofrimento e dificuldades.  

Feita a mudança da frase negativa para positiva, a próxima etapa é transformar a declaração em uma pergunta. Dizem que por trás de toda critica existe uma boa pergunta. O objetivo é provocar a busca de soluções para alcançar uma meta, detalhar um plano ou avaliar possíveis entraves. Ao invés de fechar as opções, é mais eficaz abrir a mente para inúmeras possibilidades. A melhor maneira de fazer isso é perguntando como aquele objetivo será alcançado, ou como aquela ideia pode ser defendida.  

Para explicar melhor, vou dar um exemplo. Digamos você ache que um projeto no trabalho é ruim. Então, qual tipo de projeto você quer? Para isso você responde: quero um projeto que se adeque às necessidades de clientes mais jovens. Então segue a pergunta: como seria possível ajustar o projeto para se adequar às necessidades dos clientes jovens? 

Particularmente, gosto de pensar no meu crítico construtivo interno para lapidar minhas ideias, adequar projetos, validar soluções, sempre fazendo as perguntas certas e me levando as soluções mais surpreendentes. Quando a crítica é dirigida a mim, também faço o processo verificando se concordo ou não. Algumas são válidas, outras não. Saber perceber a diferença é fundamental. Todo dia é um aprendizado. Vamos transformas essas críticas? 😉 

3 comments On Transformando críticas em ferramentas de mudança

Comments are closed.

Sliding Sidebar

ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.