Crenças: você questiona as suas?

Saiba como assumir a responsabilidade e questionar suas crenças

Sempre me surpreendi com a influência que as crenças trazidas desde a infância têm em nossa vida. Questiono aquele tipo de colocação que pessoas fazem, como: “sempre foi assim”, “não tenho escolha porque é como as coisas são” ou “as pessoas esperam isso”. É claro que existem fatos, relacionamentos, situações, comportamentos externos e definitivamente desafiadores. Porém, a escolha de como reagir, do quanto se doar, de como acolher um feedback ou como se comportar nos mais variados ambientes é individual. É a nossa escolha, seja ela consciente ou não. 

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Assumir a responsabilidade por nossos comportamentos, pensamentos, crenças, valores e nossa identidade é uma das coisas mais difíceis a se fazer. Porque é fácil jogar essa responsabilidade para a sociedade ou os nossos pais. Provocar no cliente o questionamento desses pensamentos automáticos é um dos maiores desafios do coach. Isso não consiste que o cliente tenha de romper com tudo que pensou até então, mas entender o que é coerente com seus valores atuais, se as crenças arraigadas no subconsciente combinam com sua identidade e com seus desejos para o futuro. 

Vou dar um exemplo: imagine que você acredita que seu corpo vai começar a decair quando chegar aos 30, 40 ou 50. Então, nessa idade, você começa a deixar de cuidar de si mesmo, visto que, independente de qualquer coisa, vai decair mesmo. E o resultado disso é que você irá decair fisicamente. Quem não tem essa mesma crença, pode por muitos anos permanecer em forma. O interessante é que tendemos a achar uma explicação que não nos implique a responsabilidade pela falta de cuidados, logo, dizemos que a outra pessoa tem uma melhor genética, mais tempo para se cuidar ou toma remédios.  

Para mudar uma crença ou reavaliar um valor pessoal, é necessário acessar nossa identidade, quem nós somos e a maneira como nos definimos. Para alguns, acessar aquilo que está acima e além de si também pode funcionar. Quem ensina é Robert Dilts, um dos expoentes da PNL, com seu modelo de níveis neurológicos: identidade, valores, crenças, capacidades, comportamentos e ambiente (externo ou nosso corpo).  

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De maneira clara, você pesquisar esses níveis para qualquer comportamento ou ambiente limitante. Use as seguintes perguntas: 

  • Onde, quando e que outras pessoas estão envolvidas (ambiente)? 
  • que você faz nessa situação (comportamento)? 
  • Como você faz (capacidades)? 
  • Por que e o que é muito importante para você nessa situação (valores e crenças)? 
  • Quem é você e como você se define (identidade)? 

Para ficar ainda mais efetivo, sugiro que realize esse processo dando passos para trás, gerando a sensação de aprofundamento dos níveis trabalhados. Ao final, faça mais 3 perguntas:  

  • Por que você está aqui? 
  •  Qual o propósito que você traz para suas ações? 
  •  O que você fará com todo esse conhecimento? 

E aí? Funcionou? Me conta nos comentários e até a próxima semana. 😉 

 

3 comments On Crenças: você questiona as suas?

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.