Fugir ou lutar. Que programação é essa?

A maioria de nós vive em uma programação de constante estresse, o coração sempre pronto a disparar, constantemente com receio de problemas que podem ou não acontecer. Eventualmente, esse estado de alerta cobrará seu preço em alguma forma de desequilíbrio físico, seja uma doença, excesso de peso, insônia constante ou qualquer outro sintoma.

É como se estivéssemos lutando o tempo inteiro por nossa sobrevivência. Como muitos outros comportamentos que repetimos automaticamente, temos uma estratégia de sobrevivência que são padrões internos, inconscientes e instintivos. Tudo isso, funciona como parte de uma programação base em cima da qual as outras são construídas, ou seja, interfere em nossas relações com a vida e as pessoas.

Essas estratégias (programação) consistem em fugir, lutar ou ficar paralisado. Tais comportamentos podem ser úteis em uma situação realmente perigosa, mas quando tomam no cotidiano, podem nos paralisar quando deveríamos lutar, ou nos colocar a lutar quando deveríamos simplesmente sair da situação (fugir). Comportamentos como se dissociar de sentimentos, querer se tornar invisível, não se expressar e também tornar-se violento. A função da sobrevivência deveria ser manter o corpo físico, mas a usamos para proteger nossa identidade, nossas crenças, valores e até mesmo nossos papéis na sociedade.

Um bom processo de Coaching, quando pensamos em Coaching com “C” maiúsculo, tem foco não só em alcançar um objetivo, mas também em ampliar a gama de opções que temos de nos comportar, trazendo uma variedade de escolhas em relação à estratégia pessoal de sobrevivência.

Se ficarmos presos a apenas uma, generalizando para todas as situações, chegará um momento em que a escolha não será adequada, como por exemplo, aqueles momentos em que deveríamos nos expressar e ficamos calados. Entender, avaliar, criar novas estratégias de sobrevivência, seja física, de identidade, de crenças, perdão, aceitação, autoestima e aprender sobre suas habilidades internas únicas, é vital para o alcance de uma vida mais satisfatória.

programação neurolinguística

Sobrevivência é uma estratégia profunda e implica em nossa própria existência, portanto, ajustes superficiais possuem efeitos bem limitados. Uma boa técnica para isso consiste em colocar-se na posição de observador de um comportamento que não é saudável e limita seu desenvolvimento pessoal e profissional.

  1. Fique de pé em um local que você possa dar alguns passos para trás;

  2. Pense naquela situação que se repete e em como você reage a ela. Traga na mente o máximo de detalhes possível, como se estivesse realmente revivendo o momento;

  3. Dê um passo para trás e, dessa posição observe a si mesmo vivendo aquela situação, quase como se fosse outra pessoa. Como você se sente em relação a essa pessoa, seu comportamento e seus sentimentos? Quais habilidades internas ou características ela poderia ter que seria interessante para a situação que vive fluir de uma maneira mais positiva?

  4. Mais um passo para trás e observe o observador. Novamente fazendo as mesmas perguntas. Como você se sente em relação ao observador? Quais habilidades internas ele poderia  escolher observar para que a situação seja mais saudável?

  5. Agora, com essa visão mais ampla de possibilidades, volte todos os passos percebendo como se sente em cada posição agora que tem uma visão mais ampla.

Essa é uma técnica para refletir, criar novas possibilidades de comportamento e autoconhecimento em qualquer situação. Vamos experimentar? 🙂    

 

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ROSANE SAMPAIO

ROSANE SAMPAIO

Especialista em coaching pessoal, profissional, executivo e de equipes. Palestrante, analista comportamental e hipnoterapeuta, com qualificação de practitioner em Programação Neurolinguística.